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Click Fraud Injection: Como protege a sua organização?

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Com o crescimento da publicidade digital, surgiram também novas formas de exploração maliciosa. Uma das mais comuns e prejudiciais para empresas que investem em marketing online é o Click Fraud Injection, um tipo de fraude que manipula cliques em anúncios para gerar receitas falsas ou esgotar orçamentos de campanhas legítimas.

O que é Click Fraud Injection?

Click Fraud Injection é um tipo de ataque em que scripts maliciosos ou bots são utilizados para gerar cliques falsos em anúncios digitais. Estes cliques não representam interesse real por parte de utilizadores, mas sim uma tentativa de inflacionar receitas de anúncios ou prejudicar concorrentes ao consumir seus orçamentos de publicidade.

Como funciona?

  • O atacante injeta código malicioso em sites, aplicações ou redes publicitárias comprometidas.
  • Esse código simula o comportamento de um utilizador real, clicando em anúncios automaticamente ou redirecionando visitantes.
  • As vítimas podem ser tanto os anunciantes (que pagam por cliques falsos), como os utilizadores (que são redirecionados sem saber).
  • Em alguns casos, o código é inserido diretamente em sites WordPress ou extensões de navegador comprometidas.

Impacto empresarial do Click Fraud

Além do desperdício de orçamentos de publicidade, esta prática compromete métricas de marketing, prejudica o desempenho de campanhas, e pode expor utilizadores a websites maliciosos. A longo prazo, compromete a reputação da marca e afeta a tomada de decisões baseada em dados distorcidos.

Como uma empresa de Serviços de Gestão de Segurança com SOC Proativo pode proteger a sua empresa

Uma empresa especializada em Serviços de Gestão de Segurança com um SOC (Centro de Operações de Segurança) proativo implementa um conjunto de medidas para prevenir e detetar este tipo de ataque.

1. Monitorização de tráfego e cliques em tempo real

O SOC analisa o tráfego web, cliques e padrões de comportamento em tempo real, identificando atividades suspeitas ou picos anómalos de interação com anúncios.

2. Deteção de bots e scripts automatizados

Ferramentas avançadas de segurança e inteligência artificial são usadas para identificar scripts que simulam o comportamento humano em cliques ou movimentos do rato.

3. Proteção e auditoria de websites

Verificação contínua do código-fonte de sites e aplicações web para impedir injeções maliciosas, especialmente em plataformas como WordPress.

4. Integração com plataformas de anúncios

Colaboração com plataformas como Google Ads para identificar e reportar fraudes em campanhas e ativar mecanismos de reembolso ou proteção de crédito publicitário.

5. Resposta rápida a incidentes

O SOC atua imediatamente ao detetar click fraud, removendo scripts maliciosos, bloqueando IPs ou domínios maliciosos e restaurando a integridade do ambiente afetado.

6. Relatórios e insights detalhados

Através da análise forense e relatórios técnicos, é possível identificar a origem dos ataques, melhorar as configurações de segurança e afinar estratégias de marketing.

O papel do SOC Proativo

Um SOC proativo atua antes que o dano ocorra. Com ferramentas de deteção precoce, análise comportamental e resposta automatizada, consegue identificar ameaças como o Click Fraud Injection ainda nos estágios iniciais e conter os seus efeitos rapidamente.

Conclusão

O Click Fraud Injection é mais do que um problema publicitário — é uma ameaça real à integridade dos dados, orçamentos e reputação da sua empresa. Para se proteger, é fundamental contar com uma empresa de Serviços de Gestão de Segurança com um SOC proativo, que combine tecnologia, experiência e ação imediata.

Não deixe que cliques falsos comprometam os seus resultados. Invista numa segurança gerida e centrada na prevenção.

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O que é Man-in-the-Browser (MitB) como proteger a sua empresa

Num mundo onde cada vez mais operações empresariais são realizadas através de aplicações web, surge um tipo de ameaça particularmente insidiosa: o Man-in-the-Browser (MitB). Este tipo de ataque compromete a comunicação entre o utilizador e a aplicação web diretamente no navegador, escapando aos métodos tradicionais de proteção.

O que é Man-in-the-Browser?

Man-in-the-Browser (MitB) é um ataque em que um malware residente no navegador modifica silenciosamente o conteúdo das páginas web ou interfere nas transações realizadas pelo utilizador, tudo sem que ele perceba. O atacante pode alterar dados enviados ou recebidos, capturar credenciais ou desviar transações.

Como funciona na prática?

  • O utilizador é infetado com malware através de phishing, downloads maliciosos ou vulnerabilidades.
  • O malware instala-se como uma extensão, script ou componente invisível no navegador.
  • Durante o acesso a websites legítimos (bancos, ERP, email, etc.), o malware pode:
    • Alterar valores inseridos (como IBANs ou montantes);
    • Capturar credenciais e tokens de autenticação;
    • Manipular o conteúdo apresentado ao utilizador.
  • O utilizador continua a acreditar que tudo está normal — e a ameaça passa despercebida.

Por que o MitB é uma ameaça séria para empresas?

Este tipo de ataque consegue contornar canais seguros como HTTPS e autenticação multifator, afetando diretamente a integridade das transações e a confiança em sistemas críticos. Pode resultar em perdas financeiras, roubo de dados e danos reputacionais.

Como uma empresa se protege contra Man-in-the-Browser

Empresas que oferecem Managed Security Services com um SOC (Centro de Operações de Segurança) proativo fornecem uma abordagem em várias camadas para identificar, prevenir e responder a ataques MitB:

1. Monitorização comportamental de endpoints

O SOC utiliza agentes e EDR (Endpoint Detection and Response) para identificar comportamentos anómalos no navegador, como injeção de scripts ou modificações não autorizadas.

2. Proteção contra malware e extensões maliciosas

Soluções de segurança gerida incluem antivírus de nova geração e controlo de integridade de aplicações para evitar que malware se instale nos navegadores dos utilizadores.

3. Deteção de manipulações em tempo real

Ferramentas de segurança de aplicações e inteligência artificial monitorizam sessões web e alertam para qualquer tentativa de alteração de conteúdo ou interceptação de dados.

4. Análise de logs e tráfego cifrado

Mesmo comunicações cifradas (HTTPS) são monitorizadas através de proxies seguros, permitindo identificar padrões maliciosos dentro de canais legítimos.

5. Resposta rápida a incidentes

O SOC proativo atua assim que uma infeção é detetada, isolando o dispositivo afetado, iniciando a análise forense e restaurando a integridade do sistema.

6. Formação e sensibilização contínua

Campanhas de phishing simulado e formações regulares garantem que os colaboradores estão preparados para reconhecer comportamentos suspeitos.

O papel do SOC Proativo

Um SOC proativo oferece monitorização contínua, visibilidade total sobre os endpoints e uma postura preventiva que permite antecipar ataques antes que tenham impacto real no negócio. A integração com inteligência de ameaças globais permite agir rapidamente contra novas variantes de malware MitB.

Conclusão

O Man-in-the-Browser é uma ameaça sofisticada que pode comprometer a integridade de dados e operações críticas da sua empresa. Contar com um serviço de segurança gerida com SOC proativo garante proteção em tempo real, resposta eficaz e mitigação contínua contra este tipo de ataque furtivo.

Invista numa abordagem de segurança gerida e proteja a sua empresa onde ela é mais vulnerável: no ponto de contacto com o utilizador.